Este ano não há Natal.
Não vou receber o presente que mais quero. Não o posso pedir porque ninguém ma pode trazer de volta.
Este ano, vou ter que disfarçar que está tudo bem e que estou feliz por estar em família.
Nem todos os aquecedores, lareiras ou salamandras do mundo me vão aquecer o coração.
Este ano, o Natal vai ser gelado.
No meu presépio não vai haver anjinho porque o anjinho me foi roubado.
Este Natal não vou ser feliz porque tu não estás.
Este Natal não vai ser Natal.
Tenho saudades...
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Brilha, brilha
Tenho saudades.
Não passa um dia sem que me lembre do sorriso. Das gargalhadas. Das expressões. Dos amuos e das birras.
Sinto tanta falta dos nossos abraços, de sentir que as bochechas cheiram a cuspo de tantos beijos que lhe dou.
Lembro-me dos passeios de mão dada. Da festa que me vazia quando me via. De acordar com mimos (muito próprios). De ficar ensopada no final de cada banho. De adorar a sua maneira de comer grandes bocados de queijo.
Quero repetir os mergulhos na praia (ao meu colo, com medo das ondas).
Odeio ver o quarto vazio...
O casaco que lhe dei no último Natal continua dobrado. Há um ano. Por estrear.
Quero sentar-me no chão da cozinha e senti-la a trepar por mim acima.
Quero ouvi-la perguntar-me se vou lá a casa.
Tenho o coração partido, desfeito, gelado. Ocupado pois o seu lugar estará sempre.
Caem-me lágrimas. Hoje, ontem, sempre que penso e falo nela.
Custa-me pôr os verbos no passado.
Tenho saudades. Muitas saudades.
Não passa um dia sem que me lembre do sorriso. Das gargalhadas. Das expressões. Dos amuos e das birras.
Sinto tanta falta dos nossos abraços, de sentir que as bochechas cheiram a cuspo de tantos beijos que lhe dou.
Lembro-me dos passeios de mão dada. Da festa que me vazia quando me via. De acordar com mimos (muito próprios). De ficar ensopada no final de cada banho. De adorar a sua maneira de comer grandes bocados de queijo.
Quero repetir os mergulhos na praia (ao meu colo, com medo das ondas).
Odeio ver o quarto vazio...
O casaco que lhe dei no último Natal continua dobrado. Há um ano. Por estrear.
Quero sentar-me no chão da cozinha e senti-la a trepar por mim acima.
Quero ouvi-la perguntar-me se vou lá a casa.
Tenho o coração partido, desfeito, gelado. Ocupado pois o seu lugar estará sempre.
Caem-me lágrimas. Hoje, ontem, sempre que penso e falo nela.
Custa-me pôr os verbos no passado.
Tenho saudades. Muitas saudades.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Desisto!
Hoje apetece-me desistir.
Há dias assim. Eu tenho dias assim.
Normalmente não partilho mas sinto-o.
São dias em que, se pudesse, voltava para dentro da barriga da minha mãe. Ou mudava de planeta. Ou... Transformava-me em pó.
Sem nenhum tipo de pensamento suicida.
Quero apenas desaparecer.
Deixar de ser. Deixar de estar.
Amanhã já me passou...
Há dias assim. Eu tenho dias assim.
Normalmente não partilho mas sinto-o.
São dias em que, se pudesse, voltava para dentro da barriga da minha mãe. Ou mudava de planeta. Ou... Transformava-me em pó.
Sem nenhum tipo de pensamento suicida.
Quero apenas desaparecer.
Deixar de ser. Deixar de estar.
Amanhã já me passou...
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